"Eles fazem de tudo para pegar as pessoas": administrando narrativas dos solicitantes de refúgio no Brasil

  • Aryadne Bittencourt Waldely Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Luiz Eduardo Figueira Universidade Federal do Rio de Janeiro

Resumo

Atribuir a qualidade (jurídica, política e humanitária) de refugiado a um sujeito pode ser compreendido como um procedimento banal ou meramente burocrático. Contudo, a definição legal está associada a disputas pelo sentido de ser refugiado que atravessam qualquer paradigma simplista de adequação. A seleção dos refugiados produz técnicas de gestão da heterogeneidade dos êxodos e ajuda a compreender o funcionamento do Estado e a governamentalidade das práticas dos agentes do universo institucional brasileiro de refúgio. Este artigo busca descrever e analisar os processos de construção da condição de refugiado a partir da dinâmica de elegibilidade do regime brasileiro. O estudo foi realizado a partir de uma inspiração etnográfica e se propõe a problematizar o refúgio no Brasil pelo campo da Sociologia do Direito. Em um primeiro momento, será apresentado o mapa lógico que orienta os processos de elegibilidade e, em seguida, serão problematizados alguns dispositivos construídos e utilizados para avaliar a credibilidade da narrativa dos solicitantes de refúgio.

Biografia do Autor

Aryadne Bittencourt Waldely, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutoranda em Direito. Programa de Pós-Graduação em Direito - UFRJ
Luiz Eduardo Figueira, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutor em Antropologia. Professor do Departamento de Teoria do Direito da Faculdade Nacional de Direito - UFRJ.
Publicado
2018-04-29
Como Citar
Waldely, A. B., & Figueira, L. E. (2018). "Eles fazem de tudo para pegar as pessoas": administrando narrativas dos solicitantes de refúgio no Brasil. Revista Brasileira De Sociologia Do Direito, 5(2). https://doi.org/10.21910/rbsd.v5n2.2018.241
Seção
Artigos