A carnavalização do ensino jurídico como fuga de um habitus pinguinizado

  • Pablo Cavalcante Costa Universidade Federal do Piauí
  • Maria Sueli Rodrigues de Sousa Universidade Federal do Piauí

Resumo

O presente texto traz o ensino jurídico com Warat por meio da categoria habitus de Bourdieu correlacionada com a formação de práticas especificas do ensino jurídico reproduzidas em um processo que ele chama de “pinguinização”. A problemática é: como a carnavalização do ensino jurídico, proposto por Warat pode ajudar na modificação do habitus jurídico presente no campo do ensino do direito? Ao analisar o processo de pinguinização, há de se perceber que as práticas reproduzidas no interior do campo jurídico tendem a transformar operadores do direito em pinguins, comprometidos com valores distantes da realidade social, e acomodados na ordem dominante. A saída indicada por Warat seria a carnavalização do ensino jurídico com vistas a desfazer as representações ideológicas e explodir às avessas as ordens totalitárias que permeiam este campo.

Biografia do Autor

Pablo Cavalcante Costa, Universidade Federal do Piauí

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Bacharel em Direito pelo Centro universitário Santo Agostinho (UNIFSA). Técnico em Administração pelo Instituto Federal do Piauí (IFPI). Professor Universitário. Atua como advogado nas áreas de Direito Cível, Direito Criminal, Direito do Consumidor, Direito Administrativo e Direito Constitucional. Participa do grupo de Estudos Interdisciplinares de Literatura - INTERLIT (UESPI), na linha de pesquisa Literatura e Direito. Desenvolve pesquisas acadêmicas na área de Direito e Sociologia, atuando principalmente nos seguintes temas: Direito e Arte, Direito e Literatura, Direito e Música, Direito e Samba, Direitos e Garantias Fundamentais, Territorialidades, Espaços Urbanos, Segregação Socioespacial e Criminalização da Pobreza.

Maria Sueli Rodrigues de Sousa, Universidade Federal do Piauí

Possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Piauí (1996) e Direito pela Universidade Estadual do Piauí (2003), advogada, mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Piauí (2005), é doutora em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília (2009), com estágio pós doutoral pelo PNPD - Programa Nacional de Pós Doutorado, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, junto ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (PPGEduc). Tem experiência na área de Direito, Sociologia e Antropologia, com ênfase em teoria do Direito, Sociologia Jurídica, Antropologia Jurídica, Direito Ambiental e Socioambiental, Direito Constitucional, atuando, principalmente, nos seguintes temas: pesquisa empírica com direito constitucional, direito socioambiental, direito territorial, direitos humanos, relação cultura e natureza, populações tradicionais e quilombolas, convivência com o semi-árido e questões étnico-raciais. É professora Asoociada da Universidade Federal do Piauí, lotada no Departamento de Ciências Jurídicas - DCJ, no Programa de Pós-Graduação em Sociologia, no Programa de Pós Graduação em Gestão Pública, no Núcleo de Pesquisa sobre Africanidades e Afrodescendência - IFARADÁ e do grupo de pesquisa direitos humanos e cidadania - DiHuCi.

Publicado
2021-01-03
Como Citar
Cavalcante Costa, P., & Rodrigues de Sousa, M. S. (2021). A carnavalização do ensino jurídico como fuga de um habitus pinguinizado. Revista Brasileira De Sociologia Do Direito, 8(1), p. 123-142. https://doi.org/10.21910/rbsd.v8i1.433
Seção
Artigos