O uso da entrevista na pesquisa jurídica brasileira

  • Dani Rudnicki UNILASALLE
  • Paula Pinhal de Carlos UNILASALLE
  • Felipe Muller UNILASALLE
Palavras-chave: entrevista; campo do Direito; pesquisa jurídica; CAPES.

Resumo

A proposta deste artigo é a de analisar a utilização da entrevista na pesquisa jurídica brasileira, refletindo assim também sobre a ciência, as técnicas, os trabalhos acadêmicos (dissertações e teses) e os Programas de Pós-Graduação em Direito (PPGDs) nos quais são produzidos. Assim, buscamos verificar se ela tem se mostrado útil para pensar e transformar o Direito. Para tanto, realizamos pesquisa qualitativa, exploratória, com coleta de informações no Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Partimos de 308 trabalhos acadêmicos disponíveis entre os anos de 2013 e 2019 e aprofundamos a análise de 48, disponibilizados em 2019. Identificamos o tipo de entrevista, o número de entrevistados e de perguntas e o tipo de instituição de ensino no qual foi realizado o trabalho acadêmico. Assim, podemos afirmar que o tipo de entrevista mais aplicado é o semiestruturado, utilizado em trabalhos pertinentes a diversos ramos do saber jurídico (inclusive em dogmáticos) e com representatividade em Estados do norte ao sul do país. Concluímos, então, que a entrevista se adequa à perspectiva crítica, aproximando o Direito da realidade da vida e que, mesmo sendo tão somente uma técnica, não transformando o campo do Direito, ela auxilia a desvelar a realidade e a aperfeiçoar a ciência do Direito.

Biografia do Autor

Dani Rudnicki, UNILASALLE

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1995) e em Comunicação Social, jornalismo, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1991). Mestre em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1999) e doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007). Professor do PPG Direito da Universidade La Salle/Canoas. Atua junto ao Ministério da Educação/INEP como avaliador de curso. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Penal e Sociologia da Violência (pesquisa sobre polícia e presídios). Foi jornalista concursado do governo do estado do Rio Grande do Sul. Além da vivência acadêmica, dedica-se à advocacia e milita junto ao Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul.

Felipe Muller, UNILASALLE

Advogado, inscrito desde 2012 na OAB/RS sob n.º 87.024, com aprovação no exame de ordem anterior ao término do curso de graduação. Atua profissionalmente na esfera cível e na esfera tributária. Mestrando do programa de pós-graduação em Direito e Sociedade da Universidade La Salle (UNILASALLE), bolsista institucional com benefício financeiro de 50%, ingresso em 2019/02. Aluno especial em disciplinas isoladas do Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pós-graduado em Master Business Administration (MBA) em Gestão Empresarial pela Universidade La Salle (UNILASALLE), término em 2015/02. Pós-graduado em Direito Civil e Processo Civil pelo Centro Universitário Ritter dos Reis (UniRitter), término em 2013/02. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), bolsista integral do Programa Universidade para Todos (PROUNI), término em 2012/01. Integrante do Grupo de Pesquisa CNPQ - Efetividade dos Direitos e Poder Judiciário; Projeto de Pesquisa: Gênero, Sexualidade e Direito: avanços e retrocessos dos direitos das mulheres e da população LGBT; sob coordenação da Dr.ª Paula Pinhal de Carlos. Tendo interesse nas seguintes áreas: Direito Constitucional, Direitos Humanos, Direitos Fundamentais, Sociologia Jurídica, Legislação e Ética, Metodologia da Pesquisa Jurídica, Liberdade Religiosa e Direito de Culto, Processo Civil, Direito de Família, Diversidade, Gênero e Sexualidade.

Publicado
2021-05-04
Como Citar
Rudnicki, D., Pinhal de Carlos, P., & Muller, F. (2021). O uso da entrevista na pesquisa jurídica brasileira. Revista Brasileira De Sociologia Do Direito, 8(2), p. 82-104. https://doi.org/10.21910/rbsd.v8i2.525